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Tecnologia
a serviço da ovino-caprinocultura
Entrar e conseguir se manter num mercado cada dia mais competitivo
é uma tarefa árdua para a classe empresarial.
Para permanecerem no mercado, os produtores estão investindo
pesado em tecnologia de ponta. A Lanila Agropecuária
seguiu esse modelo e vem conseguindo se destacar entre os
produtores de carne selecionada no Nordeste.
Na fazenda, toda a produção é controlada
por um avançado sistema de informática. Ao nascer,
cada animal ganha um brinco com uma numeração.
Todos os seus dados são colocados no computador e o
seu desenvolvimento vai sendo acompanhado passo-a-passo. Isso
garante a qualidade final do animal que vai para o abate.
Os dados são armazenados, cruzados e depois enviados,
através de satélite, para a sede da empresa
na cidade de Natal.
Na capital do Rio Grande do Norte, os sócios da Lanila
Agropecuária têm um acompanhamento diário
do rebanho. “O nosso diferencial é a forma como
processamos os dados, fazendo uma análise minuciosa
do desenvolvimento do animal”, afirma Gustavo Rocha.
Foi esse trabalho que determinou a queda no percentual de
mortalidade de fêmeas adultas e de crias. “Tínhamos
um percentual alto e hoje estamos abaixo de 8% para as matrizes
e de 5% para as crias”.
O armazenamento dos dados e o acompanhamento de cada uma
das matrizes também estão garantindo um incremento
na taxa de natalidade, com o aumento dos partos gêmeos.
As crias são pesadas a cada 21 dias até o abate.
Os dados coletados vão mostrar o desenvolvimento do
animal e a potencialidade de cada matriz.
PESQUISA – A Fazenda São João também
está tornando-se um centro de fomentação
de pesquisa. Atualmente, em parceria com o CNPQ, Emepa/PB
e Banco do Nordeste, a Lanila Agropecuária vem estudando
qual raça de caprino e ovino se adapta melhor ao sistema
Voisin. Os testes estão acontecendo com caprinos das
raças Boer, Kalahari, Savannah, Moxotó e Anglo
Nubiano, e com os ovinos Santa Inês, Dorper, Damara
e Morada Nova.
A pesquisa começou há um ano e meio e tem um
prazo máximo de quatro anos para ser concluída.
Com os dados científicos em mãos, os produtores
vão saber qual raça vai proporcionar maior quilo
de carne por área, com o menor custo. Isso será
fundamental para os investimentos em tecnologia que a empresa
vem fazendo com o objetivo de criar novas linhas de produto,
como o carpaccio, o hambúrguer, a carne moída
e a lingüiça.
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